O ano de 2026 chegou e, com ele, uma nova etapa da Lei 14.300: agora, o pagamento do Fio B sobre a energia injetada é de 60%.

É natural que o mercado sinta um frio na barriga e que o cliente final pergunte: “ainda vale a pena?”.
A resposta curta é: sim, vale muito.
A resposta longa envolve matemática, inteligência de mercado e uma visão estratégica que vai além do achismo.
Se você acha que a “taxação” matou a viabilidade da energia solar, você está olhando apenas para uma metade da equação.
Enquanto a regulação abriu de um lado, a tecnologia e o mercado aliviaram de outro.
Neste artigo, vamos fazer uma análise sobre o porquê a Geração Distribuída continua sendo um dos melhores investimentos do Brasil, superando (de longe) a Renda Fixa.
Vamos debater sobre 5 fatos fundamentais que explicam por que a energia solar continua sendo viável:
1. O mito dos 60%: entendendo o impacto real no bolso
Qual é o impacto real do Fio B?
O maior erro de interpretação do mercado é achar que o cliente vai “perder 60% da economia”. Isso não é verdade.
O Fio B é apenas uma componente da tarifa de energia (geralmente cerca de 28% a 30% do total).
Pagar 60% do Fio B significa, na prática, um impacto real de aproximadamente 18% a 25% na economia final do projeto.
Ou seja, o cliente continua economizando cerca de 75% a 80% do que economizava antes.
Não é o fim do mundo, é apenas um ajuste em um investimento que continua extremamente lucrativo.
Para facilitar seu entendimento, preparamos uma análise técnica e visual sobre a viabilidade do investimento e os cálculos de payback para este ano. Assista abaixo:
Fio B 60% – Vale a pena investir em 2026?
2. A “gangorra” do retorno: queda do CAPEX vs. aumento do Fio B
Como o custo do sistema impacta a viabilidade?
A viabilidade de um projeto não depende só do quanto ele economiza (receita), mas também de quanto ele custa (investimento inicial/CAPEX).
Nos últimos dois anos, vimos uma redução drástica no preço dos kits fotovoltaicos, impulsionada pela queda global do custo do polissilício e dos módulos.
Se o seu sistema custa 30% ou 40% menos hoje do que custava em 2022, esse desconto “paga” o custo adicional do Fio B com folga. O resultado?
O Payback (tempo de retorno) se mantém excelente, girando em torno de 3 a 4 anos em muitos cenários residenciais e comerciais.
3. Inflação energética: seu maior aliado invisível
Por que a energia solar protege contra a inflação?
Enquanto pensamos no Fio B, a tarifa de energia da concessionária continua subindo. A inflação energética no Brasil supera, historicamente, o IPCA.
Para 2026, as projeções indicam aumentos tarifários médios acima de 5%, com algumas revisões podendo ser muito maiores.
Ao instalar energia solar agora, o cliente trava o custo do kWh no valor presente.
Cada aumento que a ANEEL autoriza na conta de luz é um aumento direto na rentabilidade de quem tem geração própria.
Energia solar é um seguro contra a inflação.
4. Solar vs. Mercado Financeiro: a comparação definitiva
Qual é o retorno real da energia solar?
Vamos aos números frios. Se o seu cliente deixar o dinheiro parado em uma aplicação conservadora de Renda Fixa (CDB, Tesouro), ele terá um retorno médio, no melhor dos casos, de 10% a 12% ao ano.
Um sistema de energia solar bem dimensionado, mesmo com as regras de 2026, oferece uma Taxa Interna de Retorno (TIR) que frequentemente supera 25% ao ano.
Financeiramente, trocar a conta de luz pelo investimento solar rende mais que o dobro do mercado financeiro tradicional.
Veja o exemplo da simulação abaixo para um sistema fast track com 50% de overload e 10,93 kWp, considerando as seguintes premissas:
Consumo médio: 1.300 kWh/mês.
Valor médio do sistema (segundo pesquisa Greener): R$ 30.000,00 (R$ 2,82 /kWp)
Opex: 2% do valor investido ao ano.
Troca de inversor em 10 anos: 15% do valor investido.

Como podemos observar este sistema traz um excelente retorno financeiro, para o consumidor final e ainda se paga antes de 2029, data limite para início das novas regras de valoração da GD, garantindo a segurança do investimento.
5. A inteligência da simultaneidade
O que é a regra de ouro da Lei 14.300?
Por fim, lembre-se da regra de ouro da Lei 14.300: o que é consumido simultaneamente à geração não paga Fio B.
Ensinar o cliente a deslocar o consumo para o dia (motores, filtros de piscina, máquinas industriais) aumenta a rentabilidade do projeto instantaneamente.
A simultaneidade é a ferramenta técnica para aumentar a rentabilidade de forma inteligente.
O cenário mudou, mas a lógica permanece a mesma: continuar pagando conta de luz para a concessionária é um gasto perpétuo.
Investir em energia solar é transformar essa despesa em patrimônio, com um retorno que poucos ativos no Brasil conseguem entregar com tanta segurança.
Não deixe o ruído do mercado atrapalhar a sua visão: em 2026, o sol continua sendo o melhor negócio.
Quer entender o que esta cobrança representa ao seu cliente com números exatos?
Com a tabela “Valide a Geração” do Luvik, você simula o cenário real, considerando o Fio B da sua concessionária e a simultaneidade do cliente.

Conclusão: Fio B não é o vilão da energia solar
Apesar do aumento do Fio B para 60% em 2026, a energia solar continua sendo um investimento extremamente viável e seguro. Os números comprovam:
- O impacto real é de apenas 18% a 25%, não 60%
- O payback permanece entre 3 a 4 anos em cenários residenciais e comerciais
- A TIR supera 25% ao ano, mais que o dobro da renda fixa
- Energia solar protege contra inflação energética crescente
- A simultaneidade é a chave para maximizar retornos
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